Faleceu
o diretor Gabriel Axel, que realizou o filme A festa de Babette, uma
película dinamarquesa do final da década de oitenta.
A
película narra a trajetória da personagem Babette que chega a um lugarejo
marcado pelas tradições, sobretudo religiosas, e compelida pelos acontecimentos
protagoniza uma festa na qual alguns convidados do lugarejo deveriam
participar, porém, estes, receosos e temerários diante do novo, durante o
jantar, fingem não saborear aquele magnífico banquete, revitalizador,
provocante, e capaz de estabelecer uma comunhão entre os membros daquela comunidade.
Até onde as pessoas podem ir em busca daquilo que amam e acreditam? A onda dos seios à mostra nas praias brasileiras me chamou a atenção para um filme muito bom.
Assisti a essa fita já faz bastante tempo e hoje a compreendo melhor. A narrativa é o seguinte: um funcionário público espera a sua aposentadoria e quando ela chega não sabe o que fazer da vida. Na verdade, ele nunca soube o que fez da sua vida. A rotina medíocre do escritório tentou mas não apagou o amor da sua juventude e ele não nunca entendeu porque se afastou de Duília.
Constantes flashes de seu passado lhe remetem à sua cidadezinha do interior e ao vento estridente que lhe joga na cara o passado, ou seja, a frustração de um amor não resolvido. E ele parte... em busca dos seios de Duília!
Não vou contar mais nada porque temo a destruir as surpresas que acometem o espectador tão logo ele se depara com esta narrativa, que o cativa mediante a busca lancinante de um indivíduo daquilo que se acredita e que de fato perdeu-se pelo caminho...
Há exatos vinte anos atrás falecia o cineasta Frederico Fellini. É inegável a sua contribuição para o desenvolvimento do cinema moderno. E mais até: "felliniano" tornou-se um adjetivo para designar indivíduos realmente cinematográficos, tipos que guardam determinadas características capazes de inspirar a criação de personagens de cinema.
A Estrada da Vida (1954) é uma das obras que mais chamam a atenção dos cinéfilos. A película narra a trajetória de um artista de circo mambembe, que munido de uma motocicleta adaptada, e após comprar uma esposa, percorre diversas cidades italianas levando a público um espetáculo curioso: envolto numa corrente de aço presa ao peito, a ação de Zampano consistirá em parti-la, sem usar as mãos, usando a força do próprio torax como ferramenta. Mas o artista se apaixona pela expressiva Gelsomina, uma mulher franzina e divertida; um misto de Carlitos num cenário pós Segunda Guerra Mundial.
Os artistas mambembes e os circos ambulantes constituíram uma constante na história do Brasil (e da Europa também) do século XIX e princípios do XX. Percorreram distintas cidades do país levando consigo lazer, informação e aventura para os corações dos interioranos. Estes incidiram nas praças, nos mercados e adros das Igrejas para prestigiar os espetáculos apresentados pelas companhias de teatro, pelos circos e os artistas nômades que propagandeavam suas apresentações pelo espaço público das cidades.
Talvez seja essa atmosfera de novidade, aventura e fascínio que percorra A Estrada da Vida de Fellini. Contudo, como preservá-la no contexto de um desenvolvimento acelerado dos transportes, do acesso aos bens de consumo e aos meios de comunicação pelas pessoas? Como os indivíduos preenchem suas existências naquele contexto? É possível preservar uma inocência talvez perdida?
Creio que determinadas fitas de Fellini tocam nesses assuntos e desta forma, justificam uma exibição de seus filmes ainda hoje...
Estou de volta pessoal! E com mais um filme... Primeiro o enredo geral: em 2159, o mundo é dividido entre dois grupos: o primeiro, riquíssimo,
mora na estação espacial Elysium, enquanto o segundo, pobre, vive na
Terra, repleta de pessoas e em grande decadência.
O foco do filme parece girar em torno da possibilidade da cura de determinadas doenças (somente possível em Elysium, e para os mais ricos) e da reconstrução de partes doentes dos seres humanos ou destruídas em acidentes. Os mais pobres jamais terão acesso a esse serviço de saúde. Mais ou menos como hoje, em que aqueles mais ricos ou que habitam em áreas com acesso a uma infraestrura de saúde (laboratórios, hospitais com UTIS etc) usufruem de uma medicina razoável ou boa.
Elysium coloca em discussão a razão do acesso, no futuro, a um sistema de saúde de altíssima qualidade somente para poucos. Ainda que o filme trate essa questão de maneira bastante romântica, pois, estabelece como real que todos tenham acesso a esse sistema de saúde, e como se sabe, nem mesmo nos EUA, isso é possível, vale a pena conferi-lo, pois, temas bastante candentes como tecnologia, degradação ambiental e exclusão social são questões bastante sensíveis nos dias atuais e merecem nossa atenção e reflexão.
E uma nota final sobre o filme se impõe: Elysium não toca nas contradições econômicas do capitalismo geradoras das disparidades entre ricos e pobres em nossa sociedade, mas seria esperar demais de um filme que deseja apenas entreter a plateia...
Optei pelo O Cangaceiro
para ser a capa do meu livro visto que, foi um filme largamente exibido em Montes Claros em 1953-54. A
capa é uma homenagem ao cinema nacional do passado. A Companhia
Cinematográfica Vera Cruz, que produziu esta película, foi extinta pouco
tempo depois do filme conquistar Cannes como Melhor Filme de Aventuras. Neste ano de 2013 o filme faz sessenta anos... Parabéns!
Em Montes Claros, o filme ficou em cartaz em dois cinemas e mesmo
assim, não deu conta da quantidade de pessoas que pretendiam ver a
película. Por tudo isso, a minha homenagem ao O Cangaceiro que
ainda hoje faz sucesso e inaugurou um estilo no cinema nacional: o
gênero do cangaço, vide as novelas e seriados que contagiam os
espectadores até hoje ...
Publico algumas fotos do filme que os leitores do blog gostaram... E parece que o filme foi esquecido pela maioria da mídia nacional. É certo que a película guarda um pouco de ingenuidade e de cópia dos filmes de faroeste americanos, no entanto, não se pode negar que muitas películas e produtos televisivos se inspiraram em O Cangaceiro e fizeram muito sucesso...
Filmografia da Exibição foi lançado em Natal (RN) no evento Simpósio Nacional de História. Aqui em baixo algumas fotos do evento e desta cidade maravilhosa que vale a pena conhecer...
Aqui vai uma ótima dica de peixe na telha: um curimba (conhecido no Triângulo e adjências por este nome e no Norte de Minas por curimatá).
Depois de retirada as vísceras e as escamas, temperar com manjericão desidratado, sal e alho, cebolinha verde e uma colher de chá com azeite extra-virgem. No interior do peixe acrescentar cebola de cabeça e tomate a gosto.
Fica a seu critério deixar dois ou três dentes de alho no papel alumínio junto ao peixe na hora de levá-lo ao forno... É uma delícia!
Pré aqueça o forno antes por dez minutos e não cubra o peixe, pois esse método permite que o seu assado não acumule muita água. Deixe no forno por vinte ou vinte e cinco minutos. Acompanha arroz branco e uma salada bem preparada.
De sobremesa que tal uma salada de frutas com ameixas? Bom apetite!