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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A dama oculta




Aqui vai mais uma dica de um filme de suspense para aqueles que amam este gênero cinematográfico. O filme de hoje é A dama oculta de Alfred Hitchcock.

“Durante viagem de trem pela Europa, a jovem Iris (Margaret Lockwood) torna-se amiga de Miss Froy (May Whitty). Mas a simpática senhora desaparece misteriosamente e, quando Iris investiga seu paradeiro, os passageiros negam tê-la visto. “A Dama Oculta” é o penúltimo filme inglês de Alfred Hitchcock (1899-1980) antes de ir trabalhar nos Estados Unidos” (Folha, site: http://cineeuropeu.folha.com.br/a-dama-oculta-23.html).

Hitchcock cativou os cineastas pelo mundo. O jovem diretor francês, François Truffaut (já comentado aqui no blog) da Nouvelle Vague, o entrevistou nos anos 50 e 60. Para Truffaut e seus colegas, Hitchcock estava entre os maiores cineastas de todos os tempos, ao lado de nomes como Jean Renoir, Federico Fellini, Ingmar Bergman e Luis Buñuel.

Quem não se lembra da película Os pássaros! Eles atacam a população de uma pequena cidade sem que se apresente qualquer motivo para este fato. É um filme que merece ser visto sempre... E sem falar Um corpo que cai... Outro fenomenal filme de Hitchcock. Relata a história de um homem que presencia a queda de um corpo e nada pode fazer para impedi-lo. São pequenas dicas que valem a pena. Até a próxima!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Adeus, meninos!


 
Se você acha que as temáticas dos filmes de guerra se acabaram, está enganado! Se tiver a oportunidade de assistir Adeus, meninos de Louis Malle, garanto que irá se apaixonar por essa narrativa na qual garotos internos de um colégio francês em plena Segunda Grande Guerra Mundial, vivenciam distintas experiências tendo como palco este sangrento conflito mundial.

A narrativa deste filme é envolvente e chama a atenção para o fato de que as crianças apreenderam a Segunda Grande Guerra Mundial na própria pele e duvido que a tenham compreendido plenamente. Pelo menos creio que podemos tirar essa conclusão a partir de Adeus, meninos.

Quanto a Louis Malle podemos dizer que é uma cineasta eclético. Destacarei aqui o filme Perdas e danos (1992), com Juliette Binoche e Jeremy Irons nos papéis principais, como exemplo desta diversidade cinematográfica presente neste diretor francês. Neste filme podemos observar a prisão interior de um homem obcecado pela futura esposa de seu filho.

Louis Malle foi companheiro de Godard, Truffaut dentre outros diretores que ajudaram a formar a Nouvelle Vague, movimento cinematográfico que contribuiu para renovar o cinema moderno francês. Adeus, meninos vale por tudo e pelo sugestivo título que certamente atrairá a atenção do espectador...

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Roma, cidade aberta



Roberto Rossellini é considerado uma referência para todos aqueles que desejam fazer cinema. É uma pena que os jovens e apaixonados pela sétima arte não o conheçam devidamente.

Este cineasta, juntamente com Vittorio De Sica, que não foi contemplado pela coleção da Folha, foram os principais responsáveis pela criação do neo-realismo italiano, movimento cinematográfico que surgiu na Itália após a Segunda Grande Guerra Mundial. O marco inicial do movimento é o lançamento do filme de Rossellini, Roma, città aperta (1944-1945), rodado logo após a libertação de Roma, nitidamente influenciado pelo realismo poético francês. 

Trata-se de um filme que procura mostrar com intensidade a escolha dos alemães pela ideologia da raça pura. Alguns italianos, membros da resistência lutam para debelar a influência dos alemães e coloboradores locais. É preciso notar que esta façanha torna-se implácavel e sem sucesso. 

Os filmes de resistência ao nazismo, tanto de italianos, como franceses ou mesmo dos países escandinavos, não devem obscurecer o fato de que expressivo número de pessoas destes países apoiaram os regimes fascistas e nazistas na Europa. Parece haver uma meia-culpa que permeia estas produções de filmes concretizados após o conflito mundial ou uma perplexidade que atravessa as consciências europeias fruto talvez de uma aflição pela ocorrência de tamanha atrocidade cometida durante a Segunda Guerra Mundial e apoiada pelos europeus.

Assim estampada esta ressalva o filme de Rosselin merce ser visto, pois, permeia em sua idealização um certo humanismo que anda fazendo falta nos dias de hoje.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Miguel Nicolelis ganha prêmio do Globo

O neurocientista brasileiro, Miguel Nicolelis, ganhou o prêmio de Personalidade 2011 patrocinado pelo jornal O Globo (ver link). Para quem não conhece este palmeirense de mão cheia, aqui vão algumas dicas. 

Este cientista, atualmente na Universidade de Duke, nos Estados Unidos, tem sido o responsável, juntamente com sua equipe de colaboradores, por inovar no campo da neurociência ao propor que é possível captar os estímulos de nossos neurônios e traduzi-los em sinais - pelo computador - capazes de movimentar máquinas ou próteses como se elas fossem extensões de nosso corpo. A essa modalidade de interação ele denominou de interface-cérebro-máquina.

Mas, sua iniciativa não se resume a este fato, por si só, impressionante! Suas descobertas no campo da neurociência abriram um amplo leque para o estudo das doenças neuronais como parkinson mediante técnicas não invasivas que poderão, no futuro próximo, revolucionar as terapias neste campo. Além do mais, seu estudo em Duke, demonstra que as disciplinas científicas, antes distantes umas das outras como a ciência da computação, filosofia, biologia, psicologia, engenharia, robótica, matemática, tenderão a se convergir, pois a interface-cérebro-máquina caminha e demanda pelo surgimento de uma nova neurociência no mundo. 

Tudo isso pode parecer um pouco distante ainda do (a) amigo (a) leitor (a), mas, tudo indica que já estamos imersos nesta nova era da tecnologia e ciência que cada dia faz parte da nossas vidas seja mediante novas técnicas medicinais ou pelo surgimento de novos aparelhos tecnólogicos com múltiplas funções. Nesse sentido, o prêmio conferido ao brasileiro pelo O Globo é o reconhecimento da pesquisa científica e do labor, que acompanha a todos aqueles que pretendam inovar e direta e indiretamente mudam a vida das pessoas, para o melhor, é o que pretendemos. 

Se você se sentiu tocado por essas dicas, recomendo o livro do Miguel Nicolelis "Além do nosso eu - a nova neurociência que une cérebro e máquinas - e como ela pode mudar nossas vidas".


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Seminário sobre Dimensões da Crítica Literária em Homenagem a João Luiz Lafetá


A Unimontes tomou a iniciativa de homenagear o crítico e historiador da literatura João Luiz Lafetá (1946-1996). Uma justa homenagem que a Universidade Estadual toma na hora certa! Lembro-me do professor João Luiz Lafetá durante minha graduação em História em Mariana. Fui apresentado a ele por seu orientando, o professor Murilo Marcondes de Moura, que era o meu professor de Poesia Brasileira. Naquela oportunidade conhecia João Luiz apenas pelo seu texto clássico "O mundo à revelia" (1974), um prefácio do livro São Bernardo de Graciliano Ramos, que acabou sendo incorporado como posfácio nas edições seguintes de São Bernardo. Diga-se, por sua vez, que trata-se de um texto indispensável a todos aqueles que desejam entrar no universo de Graciliano Ramos. A homenagem a João Luiz Lafetá nunca será tardia e por isso fazemos o seu registro aqui no blog.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Entrevista para o Canal 20

Estou postando uma pequena entrevista realizada pelo Canal 20. Nela é possível entender um pouco mais o meu livro Filmografia da exibição cinematográfica em Montes Claros. Quero agradecer ao http://www.pequipensante.blogspot.com/ pela postagem do vídeo no youtube.


domingo, 1 de janeiro de 2012

Acossado de Jean-Luc Godard



Sou suspeito para falar de Acossado de Jean-Luc Godard, pois durante um certo período devo estudar a fundo sua obra. Sendo assim, arriscarei algumas palavras neste blog. Representante máximo da Nouvelle Vague, movimento de renovação estética e cinematográfico francês, Godard exerceu uma influência em vários cineastas de distintos países e nacionalidades.

Ao longo da década de 1960, Jean-Luc Godard assumiu um papel cada vez mais preponderante no meio cinematográfico brasileiro, fruto, talvez, de uma maior difusão de seus filmes e de seus escritos no país.

Para os cineastas brasileiros, Godard constituiu um índice para se referir aos seus sentimentos, e por outro, o cineasta francês, com Acossado, “reinventou o cinema”, e sua marca para a sétima arte foi a liberdade.

A partir dos anos finais da década de 1960, com a radicalização das manifestações dos movimentos sociais e estudantis no contexto mundial, a Guerra do Vietnã e o assassinato de Che Guevara na Bolívia, o cinema político alcança maior relevo. É neste cenário que a obra de Godard ganha maior relevo. 

Acossado é um filme que recebeu influência do cinema noir americano marcado pela atmosfera de suspense, assassinato e intrigas que podemos encontrar naquele gênero cinematográfico estadunidense. Vale conferi-lo em 2012.