Eu sou suspeito: gosto muito de pintura ruprestre (pintura nas rochas) e recomendo uma matéria que saiu no IG sobre elas... Veja no link a seguir o endereço.
Valeu México! Boa descoberta para a humanidade que tanto necessita de coisas boas e bonitas como esse achado.
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quinta-feira, 23 de maio de 2013
domingo, 12 de maio de 2013
Diga não às queimadas!
É triste! Mas parece que começaram as queimadas (temporada 2013) no Brasil. Não tenho muita coisa que dizer acerca desse assunto tão simples e banal: Diga não às queimadas!
E depois desse apelo veja um flagrante: A aeronave e as queimadas (segundo domingo de maio/2013; City: Uberlândia - MG).
Foto: A aeronave e as queimadas1; Jailson Dias Carvalho, Uberlândia, Minas Gerais, Brasil.
Foto: A aeronave e as queimadas2; Jailson Dias Carvalho, Uberlândia, Minas Gerais, Brasil.
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Conversas para quem gosta de ler: Dom Quixote de Miguel de Cervantes e As Primeiras Viagens de Ernesto Che Guevara
Os amantes de
aventuras, e bem dito que estamos nos referindo às aventuras literárias, não
podem deixar de ler dois livros que falam delas e trazem ensinamentos profundos
sobre a existência e o modo de se relacionar com as coisas e as palavras.
O primeiro desses
livros e, talvez, o precursor da aventura moderna, notadamente aquela que
possibilitou que o homem chegasse até a lua, seria Dom Quixote.
Para quem não sabe de Dom Quixote, personagem de Miguel de
Cervantes: depois de muito ler livros de cavalaria da época (século XVI),
resolveu que se lançaria à cata de aventuras, pois aquele mundo dos cavaleiros
era mais interessante do que o seu, que se reduzia a uma nova vida de fidalgo
(nobre em decadência) e ao surgimento de uma nova sociedade baseada no lucro e
na competição, incapaz de abrir-se ao espaço do sonho, do encantamento, que
para Dom Quixote constituíam o verdadeiro motor da vida.
O outro livro de
aventuras seria As Primeiras Viagens
de Ernesto Che Guevara, obra selecionada para o Programa Nacional SALAS DE
LEITURA/BIBLIOTECAS ESCOLARES do MEC/FAE e distribuída para algumas bibliotecas
e escolas públicas ao longo do ano de 1997.
Este livro, do médico
argentino Che Guevara, foi escrito nove anos antes de Che participar da
Revolução Cubana de 1959. É um livro que narra a sua experiência, juntamente a
de seu amigo e a sua motocicleta (apelidada de “Poderosa”), pela América do Sul,
visitando países como Chile, Peru, Colômbia, Venezuela e Argentina, origem e
chegada desta aventura juvenil que mudará a vida dos dois protagonistas e dos
leitores apaixonados.
Só para se ter uma
ideia da dimensão do livro. Che e seu amigo trazem consigo para esta viagem:
documentos, algumas roupas, uns trocados no bolso e uma imensa vontade de
conhecer a América Latina. Por isso, convivem com o desconhecido; as altitudes
de Machu Picchu (Peru); a triste condição de vida dos trabalhadores das minas
de enxofre e cobre (Chile); a nem sempre acolhedora paisagem latina; enfim,
esse livro faz uma reflexão sobre a instabilidade política da América do Sul, traz
ainda detalhes sobre História, Geografia, Antropologia e revela também, o
descaso, que sempre acompanhou a América em relação à medicina preventiva e, consequentemente,
a saúde pública.
De duas uma, se Dom Quixote não teve nenhum peso nessa
aventura de Che e o seu amigo pela América do Sul, uma coisa é certa: o seu
amigo está para o escudeiro Sancho Pança, que acompanhava Dom Quixote em suas
saídas assim como “Roncinante” (cavalo de Dom Quixote) está para a “Poderosa”
que acompanhava Che pelas estradas e montanhas da América do Sul. Boas leituras
pra todos!
Fonte: CARVALHO,
Jailson Dias. JORNALOY. Montes
Claros, n. 3, 1º semestre de 1998, p. 8.
domingo, 14 de abril de 2013
Polêmica à vista: Pânico, Geraldo Thomas e Nicole Bahls... Opine!
Vejam a polêmica proporcionada pelo lançamento do livro de Gerald Thomas... Leia acessando o link abaixo da foto.
Acompanhem a reflexão de Carol Patrocínio, e depois opine aqui no blog!
Fonte: http://br.mulher.yahoo.com/blogs/preliminares/
quinta-feira, 4 de abril de 2013
O passageiro - Profissão: Repórter (1975) de Antonioni
Trailer
Aqui vai mais uma dica de um bom filme que vale
a pena assistir: trata-se de O passageiro - Profissão: Repórter (1975) de
Antonioni.
O filme narra a epopeia de um jornalista
(interpretado por Jack Nicholson) britânico, que pretende concluir um
documentário acerca de determinados guerrilheiros africanos[1]
que lutam para destronar um regime autoritário que se apossou do governo, e, para
tal fim, sequestram um grupo de missionários estrangeiros com o intuito de
chamar a atenção para a sua causa.
O personagem David Locke, eminente repórter da BBC,
está insatisfeito com o seu casamento e com o seu trabalho, e aproveita-se do
fato de que seu vizinho de quarto falece, cuja causa mortis foi um súbito enfarte fulminante, e assume a sua
identidade e os pertences do defunto. Doravante, David Locke encarnará o papel
de Robertson, um traficante internacional de armas, que permanecia sensível às
causas revolucionárias desde que lhe pagassem bem para adquirir os equipamentos
miliares.
Mas parece que a insatisfação de David/Robertson
não cessa com a nova identidade. O personagem, que antes, no deserto, poderia
ser descrito como um errante que navegava a ermo pelas areias ardentes na
trilha dos guerrilheiros, agora, nas cidades, ensaia uma tímida flanerie (grosso modo, pode ser um
"vagabundo") pelos parques, museus e bares das metrópoles, sem,
contudo, conseguir frear seu descontentamento e a ausência de sentido que
ameaçava a nova vida.
Essas são apenas algumas passagens do filme que
revela um impressionante desfecho da trama.
[1] O país no qual a ação é sugerida não é
nomeado no filme, embora se saiba que as locações ocorreram no deserto da
Argélia, em Londres e Barcelona.
sexta-feira, 8 de março de 2013
Nunca te vi, sempre te amei
Eis o enredo de um filme que vale pena. Um homem e uma mulher nunca se
viram antes. Ela mora nos EUA e ele na Europa durante o pós-segunda guerra. Ela
o conhece através de um anúncio no jornal, pois, ele vende livros, sendo um
livreiro.
Não me lembro bem, mas a personagem feminina ou é escritora ou professora. Os dois
têm em comum a mesma paixão por livros sendo que a mulher encomenda livros. E ele trata de os encontrar e
os envia a ela. Os dois trocam cartas. Conversam sobre os livros. E começam a gostar um do outro. Porém, o personagem masculino é casado e passa por dificuldades financeiras devido ao
período de reconstrução da Europa.
No entatno, como forma de ajudá-lo a sobrever, a mulher lhe manda mantimentos, pois ao contrário
da Europa, os EUA atravessam um boom de expansão econômica.
Os anos passam. Os dois
continuam a se corresponder. Ele
continua vendendo livros. Os anos passam novamente e ela resolve ir para Europa
e encontrá-lo. A livraria já não mais existe. A casa dele está vazia. A mulher
dele partiu com a filha do casal. Ele havia morrido um ano antes dela chegar à Europa.
Em suma, este é o resumo do filme Nunca te vi, sempre te amei (1987). É um belo filme. Ele
passa para mim que duas pessoas podem se amar, gostar um do outro sem nunca
terem se visto ou se conhecido antes, desde que tenham entre si um mínimo de
afinidade. Mas o filme é categórico no seu final: é preciso que não demore a união através dos corpos, pois
não há distancia que supere a ausência de afetos e carinhos. A vida não deve
imitar a arte. A arte está aí para que possamos superar os obstáculos do
caminho que nos impede de desejar e amar o outro que queremos. É isso!
Trailer do filme abaixo:
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Herzog e a homenagem a Murnau em Nosferatu, o Vampiro da Noite
Já dissemos anteriormente que Rainer
Werner Herzog pertence a uma corrente cinematográfica denominada de Novo
Cinema Alemão. Tal corrente cinematográfica originou-se, na Alemanha,
entre os anos finais de sessenta, setenta, e oitenta, e era constituída
por Wim Wenders, Werzog, Rainer Werner Fassbinder e montadores e
fotógrafos experientes.
Tais
jovens cineastas e realizadores eram críticos de uma realidade que se
despontava na Europa e sobretudo, na Alemanha, pós Segunda Grande Guerra
Mundial. O seu posicionamento crítico baseava-se no fato de que aqueles
jovens não vivenciaram a reconstrução da Europa tal como os seus pais e
avós, contudo, conviviam com a consequência, e também, consciência da
culpa pela guerra que recaía entre aqueles sobreviventes do conflito
mundial. Seus primeiros filmes reflitiram a atmosfera de desconforto e
solidão que acompanhava aquela consciência.
Toda esta introdução serve para entendermos a opção de Herzog por refilmar um clássico do cinema mudo alemão realizado por Murnau em 1922 (Nosferatu, Uma Sinfonia de Horrores). No filme de Herzog, também baseado no livro de Bram Stoker, Jonathan Harker viaja para o castelo do Conde Drácula, que deseja comprar uma propriedade. Ao ver uma foto de Lucy, mulher de Jonathan, o conde decide se mudar para Virna, onde o casal mora. Com ele, levará o terror.
A trilha sonora do filme me chamou a atenção, pois, leva o espectador a dramatizar a situação do personagem que cavalga rumo ao desconhecido. A natureza exuberante, que conduz ao castelo de Drácula, ajuda a compor o cenário na qual o personagem Jonatham Harcker (interpretado pelo ator Bruno Gans) terá que atravessar para chegar até o seu destino: a morte em doses lentas.
Não deixe de ver este filme de Herzog, pois, o retorno ao mundo dos vampiros nos dias de hoje (Saga Crepúsculo) é apenas uma face daquilo que nós não entendemos ainda: o desconhecido, a atmosfera de desconforto e solidão que acompanhava aquela consciência política do mundo, e o mistério que congrega a vida humana no universo.
Abaixo o triller do filme
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