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terça-feira, 1 de outubro de 2013

Elysium

Estou de volta pessoal! E com mais um filme... Primeiro o enredo geral: em 2159, o mundo é dividido entre dois grupos: o primeiro, riquíssimo, mora na estação espacial Elysium, enquanto o segundo, pobre, vive na Terra, repleta de pessoas e em grande decadência.

O foco do filme parece girar em torno da possibilidade da cura de determinadas doenças (somente possível em Elysium, e para os mais ricos) e da reconstrução de partes doentes dos seres humanos ou destruídas em acidentes. Os mais pobres jamais terão acesso a esse serviço de saúde. Mais ou menos como hoje, em que aqueles mais ricos ou que habitam em áreas com acesso a uma infraestrura de saúde (laboratórios, hospitais com UTIS etc) usufruem de uma medicina razoável ou boa.

Elysium coloca em discussão a razão do acesso, no futuro, a um sistema de saúde de altíssima qualidade  somente para poucos.  Ainda que o filme trate essa questão de maneira bastante romântica, pois, estabelece como real que todos tenham acesso a esse sistema de saúde, e como se sabe, nem mesmo nos EUA, isso é possível, vale a pena conferi-lo, pois, temas bastante candentes como tecnologia, degradação ambiental e exclusão social são questões bastante sensíveis nos dias atuais e merecem nossa atenção e reflexão. 

E uma nota final sobre o filme se impõe: Elysium não toca nas contradições econômicas do capitalismo geradoras das disparidades entre ricos e pobres em nossa sociedade, mas seria esperar demais de um filme que deseja apenas entreter a plateia...





domingo, 4 de agosto de 2013

O filme "O Cangaceiro" de Lima Barreto faz sessenta anos



Optei pelo O Cangaceiro para ser a capa do meu livro visto que, foi um filme largamente exibido em Montes Claros em 1953-54. A capa é uma homenagem ao cinema nacional do passado. A Companhia Cinematográfica Vera Cruz, que produziu esta película, foi extinta pouco tempo depois do filme conquistar Cannes como Melhor Filme de Aventuras. Neste ano de 2013 o filme faz sessenta anos... Parabéns!

Em Montes Claros, o filme ficou em cartaz em dois cinemas e mesmo assim, não deu conta da quantidade de pessoas que pretendiam ver a película. Por tudo isso, a minha homenagem ao O Cangaceiro que ainda hoje faz sucesso e inaugurou um estilo no cinema nacional: o gênero do cangaço, vide as novelas e seriados que contagiam os espectadores até hoje ...

Publico algumas fotos do filme que os leitores do blog gostaram... E parece que o filme foi esquecido pela maioria da mídia nacional. É certo que a película guarda um pouco de ingenuidade e de cópia dos filmes de faroeste americanos, no entanto, não se pode negar que muitas películas e produtos televisivos se inspiraram em O Cangaceiro e fizeram muito sucesso...














Cartaz do filme abaixo:

 


 


sexta-feira, 26 de julho de 2013

Filmografia em Natal (RN)

Filmografia da Exibição foi lançado em Natal (RN) no evento Simpósio Nacional de História. Aqui em baixo algumas fotos do evento  e desta cidade maravilhosa que vale a pena conhecer...












domingo, 16 de junho de 2013

Peixe na Telha

Aqui vai uma ótima dica de peixe na telha: um curimba (conhecido no Triângulo e adjências por este nome e no Norte de Minas por curimatá).

Depois de retirada as vísceras e as escamas, temperar com manjericão desidratado, sal e alho, cebolinha verde e uma colher de chá com azeite extra-virgem. No interior do peixe acrescentar cebola de cabeça e tomate a gosto. 

Fica a seu critério deixar dois ou três dentes de alho no papel alumínio junto ao peixe na hora de levá-lo ao forno... É uma delícia!

Pré aqueça o forno antes por dez minutos e não cubra o peixe, pois esse método permite que o seu assado não acumule muita água. Deixe no forno por vinte ou vinte e cinco minutos. Acompanha arroz branco e uma salada bem preparada.

De sobremesa que tal uma salada de frutas com ameixas? Bom apetite!







quinta-feira, 23 de maio de 2013

Pintura ruprestre

Eu sou suspeito: gosto muito de pintura ruprestre (pintura nas rochas) e recomendo uma matéria que saiu no IG sobre elas... Veja no link a seguir o endereço.

Valeu México! Boa descoberta para a humanidade que tanto necessita de coisas boas e bonitas como esse achado.

domingo, 12 de maio de 2013

Diga não às queimadas!

É triste! Mas parece que começaram as queimadas (temporada 2013) no Brasil. Não tenho muita coisa que dizer acerca desse assunto tão simples e banal: Diga não às queimadas! 
E depois desse apelo veja  um flagrante: A aeronave e as queimadas (segundo domingo de maio/2013; City: Uberlândia - MG).

Foto: A aeronave e as queimadas1; Jailson Dias Carvalho, Uberlândia, Minas Gerais, Brasil. 



 Foto: A aeronave e as queimadas2; Jailson Dias Carvalho, Uberlândia, Minas Gerais, Brasil. 








quarta-feira, 17 de abril de 2013

Conversas para quem gosta de ler: Dom Quixote de Miguel de Cervantes e As Primeiras Viagens de Ernesto Che Guevara




Os amantes de aventuras, e bem dito que estamos nos referindo às aventuras literárias, não podem deixar de ler dois livros que falam delas e trazem ensinamentos profundos sobre a existência e o modo de se relacionar com as coisas e as palavras.

O primeiro desses livros e, talvez, o precursor da aventura moderna, notadamente aquela que possibilitou que o homem chegasse até a lua, seria Dom Quixote.

Para quem não sabe de Dom Quixote, personagem de Miguel de Cervantes: depois de muito ler livros de cavalaria da época (século XVI), resolveu que se lançaria à cata de aventuras, pois aquele mundo dos cavaleiros era mais interessante do que o seu, que se reduzia a uma nova vida de fidalgo (nobre em decadência) e ao surgimento de uma nova sociedade baseada no lucro e na competição, incapaz de abrir-se ao espaço do sonho, do encantamento, que para Dom Quixote constituíam o verdadeiro motor da vida.

O outro livro de aventuras seria As Primeiras Viagens de Ernesto Che Guevara, obra selecionada para o Programa Nacional SALAS DE LEITURA/BIBLIOTECAS ESCOLARES do MEC/FAE e distribuída para algumas bibliotecas e escolas públicas ao longo do ano de 1997.

Este livro, do médico argentino Che Guevara, foi escrito nove anos antes de Che participar da Revolução Cubana de 1959. É um livro que narra a sua experiência, juntamente a de seu amigo e a sua motocicleta (apelidada de “Poderosa”), pela América do Sul, visitando países como Chile, Peru, Colômbia, Venezuela e Argentina, origem e chegada desta aventura juvenil que mudará a vida dos dois protagonistas e dos leitores apaixonados.

Só para se ter uma ideia da dimensão do livro. Che e seu amigo trazem consigo para esta viagem: documentos, algumas roupas, uns trocados no bolso e uma imensa vontade de conhecer a América Latina. Por isso, convivem com o desconhecido; as altitudes de Machu Picchu (Peru); a triste condição de vida dos trabalhadores das minas de enxofre e cobre (Chile); a nem sempre acolhedora paisagem latina; enfim, esse livro faz uma reflexão sobre a instabilidade política da América do Sul, traz ainda detalhes sobre História, Geografia, Antropologia e revela também, o descaso, que sempre acompanhou a América em relação à medicina preventiva e, consequentemente, a saúde pública.

De duas uma, se Dom Quixote não teve nenhum peso nessa aventura de Che e o seu amigo pela América do Sul, uma coisa é certa: o seu amigo está para o escudeiro Sancho Pança, que acompanhava Dom Quixote em suas saídas assim como “Roncinante” (cavalo de Dom Quixote) está para a “Poderosa” que acompanhava Che pelas estradas e montanhas da América do Sul. Boas leituras pra todos!

Fonte: CARVALHO, Jailson Dias. JORNALOY. Montes Claros, n. 3, 1º semestre de 1998, p. 8.